BIENAL DA MAIA - A CIDADE: TERRITÓRIO FÍSICO E MENTAL

Título: A capacidade de um objeto lugar

Autor: COLETIVO LAB (Luís Ribeiro, Jorge Fernandes, José Emílio Barbosa e Nuno Florêncio)

Curadoria: José Maia

Ano: 2015

Local: Forum da Maia, Maia

Ficha técnica: Instalação com diversos materiais (tinta plástica sobre vidro, troncos de pinheiro, dexion, luz e árvores em miniatura).Dimensões variadas.
 

A instalação apresentada pelo COLETIVO LAB, de Guimarães, cidade do Vale do Ave, inspira-se em Hulha branca, curta metragem de Manoel de Oliveira sobre a inauguração, em 1932, da barragem do Ermal, no rio Ave (filme recuperado pela Cinemateca do Porto em 1998). Hulha branca foi filmado com a mesma câmara e os restos de película de “Douro, Faina Fluvial” e representava a energia da água, em oposição à hulha (o carvão) que é preta. Passados 80 anos, tendo tido vários recondicionamentos e aumentos de potência, a barragem do Ermal continua em funcionamento. A expressão ganhou mais força após a II Guerra Mundial, quando Ferreira Dias (considerado o grande impulsionador da industrialização do país, foi ministro da Economia entre os anos de 1958 e 1962) , numa situação de grande crise económica, lançou o programa de eletrificação do País, utilizando como fonte de energia as barragens, uma tecnologia nova na época. Portugal foi eletrificado utilizando energias renováveis e não o carvão, como poderia parecer mais óbvio.

As figuras pintadas nos vidros representam as onze regiões de Portugal: dez a preto e uma a verde - o Minho. Portugal aparece aqui fragmentado, com regiões independentes, abstratas, encadeadas num ritmo fluido intercalado pela torre símbolo da industrialização.
 

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